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Desde que foi decretado o isolamento social, a coordenadora de nossa paróquia nos provocou a levarmos a palavra de Deus a nossas crianças e suas famílias por meio das novas tecnologias. No começo, algumas catequistas apresentaram resistência, alegando que essa experiência não iria dar certo por se sentirem despreparadas quanto ao manejo da tecnologia e como usá-las a serviço da catequese. Mesmo frente às limitações, estamos formulando juntas (os), com amor e dedicação, um “novo jeito e uma nova forma” de catequizar. Para a eficácia da catequese, utilizando as redes sociais, é imprescindível envolver os pais, trata-se de uma missão unificada e esforços conjugados. Todos somos aprendizes!

Desta forma, começaram a movimentar os grupos: catequistas, catequizandos e famílias em ação. Algumas turmas pelo WhatsApp, outras baixaram os aplicativos e foram mandando para as crianças, as que não tinham tanta prática com os aplicativos foram se unindo e se ajudando mutuamente. As catequistas iam orientando-se umas às outras, e todo novo conhecimento sobre os aplicativos multiplicou- -se. Assim, marcaram o primeiro encontro on-line, e para a surpresa de muitos e nossa alegria, praticamente 99% das crianças participaram, com o apoio e a presença dos pais.

O encontro foi maravilhoso, catequistas que não conseguiram fazer a chamada de vídeo realizaram a catequese pelo Whatsapp, mandando vídeos com explicações e atividades para realizar em casa, não tínhamos tanta noção de que ia dar certo, mas no fundo do meu coração eu confiava em minha equipe, que sempre está disposta a realizar coisas novas e buscar novidades para levar a palavra de Deus para as crianças de nossa comunidade.

Pedi que cada catequista me desse um retorno sobre o que elas acharam da catequese virtual, se foi bom, ruim ou o que precisa melhorar. Eis a boa notícia, surpreendi- -me com os resultados. Umas me disseram que foi maravilhoso poder reencontrar, mesmo que on-line, as crianças, e que não imaginavam que eles iam participar tão ativamente; algumas me disseram que se sentiram realizadas, embora com certo receio por não terem tanto conhecimento das tecnologias. Todavia, foi gratificante receber o carinho virtual de cada criança. Intuíram que nada pode impedir de evangelizar e continuar essa missão tão linda.

Cada um tenta se reinventar e se aproximar do outro por uma mensagem, uma foto, uma música que acalente os corações desesperados nesse tempo de grande aflição, cada catequista descobriu que pode usar isso a favor de nosso crescimento na fé e na esperança. Por isso, é possível sim continuar fomentando a nossa espiritualidade familiar e manter acesa a chama da fé e da comunhão com Cristo e sua Igreja.

Por último, as novas tecnologias são um recurso indispensável para continuarmos nossa formação com os catequizandos. Os obstáculos tornam-se experiências e demonstram que os pais, as crianças e os catequistas estão unidos em um único propósito, que é seguir os caminhos do Senhor. Como coordenadora e catequista da CEB São Rafael, da paróquia São Vicente Pallotti, estou maravilhada e muito agradecida pela minha equipe e pela participação dos pais e responsáveis, que estão bem comprometidos com a missão de evangelizar on-line nesse momento de pandemia do Coronavírus.

Rosinei Silva Oliveira dos Santos
Coordenadora e Catequista da CEB
São Rafael Paróquia São Vicente Pallotti

Fonte: Informativo Diocesano – Ano 45 – Número 467 – Julho de 2020.

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