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O pensamento de Fernando Pessoa: “Às vezes ouço o passar do vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.”, pode servir de início de conversa.

Quando pensamos em Educação e fé, passa por nossos pensamentos uma série de ideias e prejulgamentos que, nem sempre, são pautados no Amor misericordioso de Deus. Em nossa humana e pequena sensibilidade, começamos a pensar e agir de forma tão ingênua que nos esquecemos de quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

Estas certezas nem sempre estarão claras, a não ser quando tomamos consciência da nossa fragilidade humana, quando nos flagramos a observar, estudar a organização da sábia natureza. E, daí, como o salmista (Sl 8,4), admirados, dizemos: “Quando vejo o céu, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste, que é o homem para dele te lembrares e um filho de Adão para vires visitá-lo?”

Em nossa finitude e frágil existência, reconhecemo-nos pequenos e fracos. Com apenas uma certeza: quem modelou e pintou esta existência é dotado de tal bondade, firmeza e infinita misericórdia que não somos capazes de mensurar. Afinal, somos do tamanho do que vemos e, na maioria das vezes, não conseguimos enxergar nem a finitude que nos rodeia.  É graças à Misericórdia d’Aquele que é Fidelidade e Amor que por aqui estamos. Há uma centelha divina e indelével em cada um de nós que nos une de forma total a Deus Pai. É bom não nos esquecermos.

Cianorte, 15 de fevereiro de 2020

Professora Sonia Maria Dornellas Morelli

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