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“Quem tem o dom de ensinar, ensine” (Rom 12,7). O educador é aquele que tem a atitude de pastor: conhece suas ovelhas pelo nome, cuida de suas feridas, busca a que se perdeu e conduz todas às verdes pastagens e às águas tranquilas. Ser professor é exercer a missão redentora e libertadora na sociedade. A Antropologia Teológica nos assegura que o ato criador de Deus tem continuidade na vida humana. Cada vez que me realizo como pessoa, aperfeiçoando meus dons e talentos, exercendo a liberdade, ampliando a capacidade de amar, a obra criadora perpetua sua ação por meio de minhas mãos. Assim é a missão do professor, cada vez que ele conduz o seu aluno para o caminho da liberdade, levando-o a exercer a cidadania com ética e honestidade, a obra da criação continua a germinar no amanhecer de cada dia, isso é o amor de Deus presente e atuante no mundo.

É claro que existe uma imensa distância entre “dar aula” e “ser professor”. Porque dar aula é uma atividade meramente profissional, mas ser professor é muito mais que isso.  É um jeito de viver, é uma meta de vida, é a prática do amor. Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor.” O professor é aquele que vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.

Finalizemos com a metáfora da coruja: símbolo da sabedoria, uma ave sábia que possui habilidades admiráveis. A coruja possui olhos atentos e capazes de enxergar no escuro. O professor também possui olhos capazes de enxergar o que quase ninguém enxerga. É capaz de ver na escuridão que existe dentro de cada aluno, uma possibilidade; suas dificuldades, medos e inseguranças, um caminho. A coruja não voa alto, mas ensina seu filhote a voar longe. O professor ajuda seu aluno a alçar grandes voos, que farão diferença por toda a sua vida ensinando-o a ser grande. Ser professor é um gesto de amor: é ser pastor, evangelizar! Que Santa Tereza D’ Ávila e São João Bosco nos ajudem!

Diác. Márcio Henrique Lopes
Pastoral da Educação

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