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Em um tempo de intensa mudança, forçadamente pela crise em que vivemos, não podemos simplesmente esperar que as coisas voltem à normalidade e retornar ao que era. É preciso muito mais. Chegou o momento de refletir como membro da família humana, habitantes da casa comum, que não dá para continuar como antes da pandemia. Precisamos mudar. Ousar fazer o bem e trabalhar ativamente em prol do bem comum para fazer melhor que antes. É tempo de remover desigualdades, sanar injustiças e, com pequenos gestos diários, enfrentar a crise. Levantar o olhar e promover a vida solidária para não ser atingido por um vírus ainda pior: o da indiferença egoísta.

Olhar para os mais pobres com afeto e compaixão, escutá- -los, estender as mãos e ajudar a tomar consciência da real condição; fazer nosso o sofrimento e o sacrifício de tanta gente favorece a busca de vida digna. Sermos mais humanos no trato para com os outros e cada um assumir a sua responsabilidade contribui para que todos possam viver bem. Que ninguém deixe de fazer o que sente que pode e deve fazer. Estejamos mais dispostos a mudar os estilos de vida que jogam muitos na pobreza. Procuremos levar uma vida mais simples, sem ganância, que permita uma distribuição maior dos bens da criação.

Na Evangelização, mostremos coragem na inovação, experimentando novos meios de superação, seguindo por novos caminhos. “Espero que esse momento de perigo nos tire do piloto automático, que sacuda nossas consciências adormecidas e permita uma conver são humaní s ti ca e ecológica, que termine com a idolatria do dinheiro e coloque a dignidade e a vida no centro”, disse Papa Francisco.

Cada um de nós pode dar a sua pequena contribuição, no esforço de mudar e fazer frutificar e difundir o bem viver. Não basta perguntar: “Como você está?”, “Você está bem?”. É preciso fazer sentir a proximidade: “Posso ajudar?”, “Conte comigo…”. Só essa proximidade de escuta, que leva a sentir a necessidade do outro, tem o poder de derrubar muros e criar pontes para superarmos a crise que se instalou. Generosidade atrai generosidade. Pensar nas pessoas que estão ao nosso lado. Pensar saídas para as necessidades das pessoas sofridas. Pensar nos outros nos faz bem, nos tira do egoísmo

Que não percamos a memória depois que isso tudo passar, que não voltemos onde estávamos. Aproveitemos a oportunidade. Este é o momento de dar o passo, ainda que em meio a tanto sofrimento e medo, temos de semear a esperança. Um mundo melhor pode nascer desta crise.

Que o bom Deus abençoe as pessoas comprometidas, que oferecem um testemunho de solicitude e amor ao próximo.

Pe. José Osmar Benetolli Coordenador Diocesano da Ação Evangelizadora Cidade Gaúcha – PR [email protected]

Informativo Diocesano (Diocese de Umuarama) – ano 45 – Nº468 – Agosto de 2020.

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