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Desde 1981, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 19ª Assembleia Geral, instituiu agosto como Mês Vocacional, tendo por objetivo conscientizar toda a Igreja sobre a responsabilidade de valorizar e empenhar para que não falte operários à messe do Senhor (Mt 9,37-38). Portanto, há mais de três décadas, no Brasil, este mês tornou-se uma grande convocação eclesial, um tempo privilegiado para reavivar a chama (cf. 2Tm 1,6), aprofundar, rezar e celebrar a graça das vocações e ministérios. É o próprio Deus que em sua misericórdia nos chama. “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi” (Jo 15,16; 2Tm 1,9).

Tão significativa atitude da Igreja do Brasil veio corresponder ao desejo do Concílio Vaticano II (1962-1965) um grande evento eclesial, que suscitou na Igreja abundante preocupação com a questão das vocações, ao incrementar maior consciência vocacional em todo povo de Deus. E, além disso, buscou resgatar a própria comunidade eclesial como lugar da efetiva participação, favorecendo em toda a atividade pastoral o discernimento vocacional. Neste sentido, despertou em cada cristão o desejo de descobrir o caminho concreto para realizar o projeto de vida ao qual Deus o chama.

Por conseguinte, em cada domingo do mês de agosto, a Igreja em sua liturgia busca celebrar as vocações. No primeiro, celebra-se a vocação para o ministério ordenado: diáconos, padres e bispos; no segundo, a vocação para a vida em família, junto à Semana da Família; no terceiro, a vocação para a vida consagrada: religiosos (as) e consagrados (as) seculares; no quarto, a vocação para os ministérios e serviços na comunidade; e no último domingo: Dia Nacional do Catequista.

Não obstante a valorização de cada vocação, neste tempo, queremos destacar a vocação da família. A família, pequena Igreja, que nos últimos meses pela proliferação do Coronavírus, que assolou toda família humana, sente-se vulnerável diante das impostas mudanças: sociais, econômicas, psicológicas e religiosas. Neste sentido, recordamos o que assegura o Concílio Vaticano II, na Constituição Gaudium et Spes (47), considerando a família como comunidade de amor, afirma que, todo bem-estar da pessoa e da sociedade humana depende da sublime missão da família.

São João Paulo II, na Exortação Apostólica, sobre a função da família cristã no mundo de hoje (FC 51) recorda essa sublime vocação, descrevendo que Deus a chama para a vivência do amor. Pela vocação divina, recebida do Senhor (cf. Gn 2,24), a família é geradora de comunhão e responsabilidade. Desta forma, reconhece e acolhe livremente a vocação de seguir o caminho de Cristo.

O Papa Francisco também diz: Ao enfrentar os desafios que possam surgir, a família nunca estará só, com as suas próprias forças. A todo momento poderá invocar o Espírito Santo, que a consagrou, para que a graça recebida se manifeste sem cessar em cada nova situação (AL 74).

Concluindo, a vocação de todo o cristão é a de seguir Jesus Cristo (cf Mt 16,25) pertencer à família de Deus, “Aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mt 12,50). Como família, continuemos a rezar pelas vocações.

Ir. Dirce Gomes da Silva – ICP Coordenação Diocesana SAV/Pastoral Vocacional Tapejara – PR

Informativo Diocesano (Diocese de Umuarama) – ano 45 – Nº468 – Agosto de 2020.

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