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A primeira, é a tarefa número um da Congregação para o Culto Divino: Fazer com que a liturgia seja a fonte primeira da Espiritualidade Cristã, isto é, que nossa vida seja permeada pela liturgia. Que em cada atividade e ocupação nossa, procuremos ser  “por Cristo, com Cristo e em Cristo”, como dizemos na Santa Missa. Que cada atuação e movimentação nossa, nos faça mergulhar mais em nosso Batismo. Todos os outros ingredientes da nossa espiritualidade, as devoções e os exercícios vários, só estão no lugar certo se decorrerem da liturgia ou a ela levarem.

A segunda: Desde 1977 chegaram a Congregação para a Causa dos Santos 177 pedidos de beatificação do Brasil. Olha que beleza! Do Paraná, as duas causas mais adiantadas são as da Madre Leônia Milito, que viveu em Londrina e a do Padre José Calvi, que viveu em Curitiba. Pode ser que, em breve, o Paraná tenha dois Beatos. Aleluia, Glória a Deus!

A terceira pincelada é o acordo BrasiI/Santa Sé. Ele foi assinado pelas partes, Governo Brasileiro e Santa Sé, mas o Ministério Público, Juízes e Advogados, quase não o conhecem. Ele rege a relação igreja/estado no Brasil, e precisamos divulgá-lo.

A quarta, é a orientação que recebemos da Santa Sé, de atuarmos juntos, nós Bispos Latinos, aos Eparcas, Bispos Católicos Ucranianos, da Eparquia de Prudentópolis e da Arquieparquia de Curitiba. Os Ucranianos chamam diocese de eparquia.

A quinta é a Comunicação. O Paraná tem 30 Rádios Católicas. Programas de rádio que chegam encabeçar rede de 1.639 rádios (Pe. Reginaldo Manzotti, das dez as onze horas, todo dia). Temos também jornais, revistas, informativos e sites, mas, tudo há de chegar ao olho no olho, isto é, face a face. A fé sempre foi transmitida desta forma: olho no olho, face a face.

A sexta pincelada é a cultura digital. Se a Igreja é a barca de Pedro, singrando o mar da história, a Congregação para a Nova Evangelização é o farol da barca direcionado para frente, focando o futuro. Buscando visualizar antecipadamente os desafios, os rochedos em que a barca pode bater e as dificuldades que advém. A cultura digital gera individualismo. Ninguém precisa de ninguém, basta o celular e as redes sociais. Coisas humanas fundamentais vão se dissolvendo, por exemplo: espaço e tempo, isso vai acabando, é tudo aqui e agora, na palma da mão, em um toque de dedo. Democracia não precisa mais. Todos votarão pela internet as decisões. A nossa sociedade é liquida. Porém se a sociedade é líquida, então, o Espírito Santo é gasoso, sutil e chega também aos habitantes do planeta digital.

Na sétima pincelada, entra em cena a gralha azul, mascote do nosso Estado. Ela esconde o pinhão no chão para comer depois, e o esquece, e acaba sendo uma semeadora de araucárias. A cultura digital só é capaz de semear alface, plantas efêmeras, erva do campo, que de manhã floresce e, à tarde seca. A Igreja, até princípios de 1900, tinha a arquidiocese de São Paulo, que abrangia todo o Paraná também. Hoje, no Paraná temos 20 dioceses. Fazemos parte da identidade do Paraná, queiram ou não os adversários. Nós estávamos no princípio, crescemos e continuamos crescendo. Semeamos araucárias e não plantinhas efêmeras. Araucárias, árvores frondosas, demoram para brotar, nascer e crescer, mas também, resistem mais ao tempo e permanecem. Queremos, como as gralhas azuis semear o Santa Evangelho, sementes do Reino de Deus. para que surjam arvores frondosas como as araucárias, para que surjam muitos Santos.

Paz e Bem!

DOM FREI JOÃO MAMEDE FILHO OFM Conv

Bispo Diocesano de Umuarama

Fonte: Informativo Diocesano – Ano 45 – Número 464 – Abril de 2020.

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