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Olá, com grande alegria me dirijo a vocês neste mês de agosto, no qual tradicionalmente a Igreja celebra e reza pelas vocações. Gostaria, neste artigo, de enfatizar a vocação familiar, pois é de onde nascem todas as vocações. E, por isso, podemos afirmar, com muita certeza, que vocação e família estão intimamente ligadas.

Famílias são constituídas de pessoas, criadas à imagem e semelhança de Deus, mas sujeitas a erros e quedas. Elas podem e devem, dentro de sua condição e situação, ser luz. Não para “brilhar”, mas para iluminar as sombras, as lacunas de uma sociedade que muitas vezes distancia-se ou ignora a ética e os valores morais e cristãos, e aumentar a claridade onde a luz já é visível. Como diz o nosso querido Papa Francisco: “Família não é problema, é oportunidade”. Oportunidade de viver com plenitude a graça de Deus.

Mas temos também muitas feridas em nossas famílias. Uma das feridas que mais machucam é a falta do diálogo, que acentua e potencializa um sentimento de distância dos membros da família, mesmo morando sob o mesmo teto. Estamos vivendo em um mundo globalizado, onde as distâncias entre as pessoas diminuem com o uso da tecnologia, mas essa mesma tecnologia acaba por nos distanciar das pessoas mais próximas. Ela pode ser uma bênção ou uma maldição, dependendo do uso que dela se faz. Se por um lado há a rapidez de muitos processos de informação, formação e aprendizado, por outro há aqueles exageros que todos conhecemos quanto ao uso inadequado, tanto por parte de adultos, adolescentes e até crianças, gerando dependências e até doenças físicas e psíquicas.

Não se faz um padre ou religioso(a) em um ambiente de laboratório, controlado, livre de erros, mas em um ambiente familiar, com as dificuldades e desafios que isso comporta. E são essas dificuldades e desafios, principalmente a força que as famílias encontram ao superá-los, que constroem uma vocação forte e cheia de ânimo, ambiente propício para a ação do Espírito Santo.

Nesse tempo de pandemia, em que fomos privados de nossas celebrações com os fiéis, pudemos ver, mais ainda, a necessidade dos padres para a manutenção da fé de um povo. É um tempo difícil, porém p o d e m o s u s á – l o p a r a o fortalecimento da fé e da esperança em um Deus de amor que não se esquece do seu povo, pois não deixa de enviar operários para a messe. É preciso aproveitar esses momentos de oração em família para pedir ao Senhor que suscite nos corações dos jovens o desejo de servir a Deus por meio da vocação sacerdotal e religiosa.

E que a nossa participação na Semana Nacional da Família possa envolver todos na busca da vivência, do testemunho do amor cristão na família, para que seja, de fato, uma luz para a vida em sociedade. Que não seja apenas um evento, mas que traga resultados concretos em nossas famílias. Para isso, será fundamental a participação de todos o s o r g a n i s m o s e c l e s i a i s , m o v i m e n t o s , p a s t o r a i s , comunidades, etc.

Então, poderemos ver em nossas famí l ias o surgimento e o fortalecimento de todas as vocações, especialmente a vocação sacerdotal, que é geradora de vida na comunidade, geradora do próprio Cristo na Eucaristia e geradora de graças para todas as famílias. É por meio da oração que se constrói uma vocação.

Um fraternal abraço, com a bênção da Sagrada Família.

Diácono Adriano Paróquia São José Operário, Umuarama – PR

 

Informativo Diocesano (Diocese de Umuarama) – ano 45 – Nº468 – Agosto de 2020.

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